sábado, 22 de abril de 2017

Nosso Jesus Libertador




 Por Marcos Aurélio dos Santos.

Jesus era pobre. Viveu da sua infância à idade adulta em uma periferia da Região da Galileia chamada Nazaré. Nada acumulou, nada ostentou. De vida simples, amou em serviço entre os pobres, uma jumentinha emprestada foi a glória sem pompa de sua chegada à Jerusalém. A partir dos lugares periféricos denunciou com autoridade o abuso de poder, usurpação e opressão do sistema político-religioso-neoliberal de sua época, o que lhe rendeu prisão e execução como preso político subversivo.


Sua opção pelos pobres foi uma maneira radical de denúncia contra a injustiça aos mais fracos, juntou-se a eles em um movimento libertador, foi condenado não porque era um malfeitor, mas porque desobedeceu aos poderes dominantes de uma classe burguesa denunciando a maldade instalada nas estruturas político­-religosa de seu tempo. Jesus amou o seu povo, amou até o fim. Esse amor o levou a morte de cruz. Não morreu apenas por alguns, mas pelo mundo inteiro.


Sua missão não está reduzida apenas a "salvação de Almas", seu amor tem dimensões bem mais alargadas e profundas. Sua morte e ressurreição faz surgir um novo tempo, uma nova era de amor, libertação, misericórdia e justiça para o mundo. Veio para cumprir sua missão de servo sofredor e humilde, o Deus pobre que reina entre os pobres.


É ilusão pensar em um Jesus rico, dono do ouro e da prata que distribui prosperidade, é impensável ter um encontro com um Jesus dos milionários e acumuladores de bens, esse Jesus não é encontrado nos Evangelhos. Contudo pode ser encontrado nos corações e mentes dos incrédulos e avarentos. Arrependei-vos. O Jesus da bíblia é comunitário.


É preciso crer que a utopia está viva. Fé, amor e esperança não morrem facilmente, estas são eternas. Crer na encarnação da justiça, na igualdade, na compaixão, no serviço ao outro, na vida, na possibilidade de uma igreja para os pobres, uma igreja simples e serva, que imite em sua maneira de viver o Jesus de Nazaré.


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