quarta-feira, 1 de abril de 2015

O Evangelho e o Resgate da Dignidade Humana



Por Marcos Aurélio dos Santos

O Evangelho da Cruz é a manifestação do amor e justiça da parte de Deus. Este é encarnado na pessoa do filho amado Jesus Cristo. O evangelho é a proclamação e encarnação das boas novas de libertação aos pobres, injustiçados e oprimidos. Em Cristo Jesus emerge a esperança para uma nova humanidade, uma nova era de paz e justiça. Uma nova vida, transbordante, vida em abundância.

O Deus que não comunga com a injustiça manifesta seu amor e justiça em forma de servo por meio de Jesus de Nazaré, o servo sofredor que sofre a humilhação até a morte de Cruz. Em obediência e submissão a vontade do Pai, sem a pretensão de tomar a glória para si, decide doar-se a humanidade em resgate da dignidade dos esquecidos, proclamando libertação aos cativos, transformação e salvação integral aos perdidos.

O Evangelho da justiça tem o poder de resgatar a dignidade do indivíduo por ele alcançado. Por meio da demonstração do amor de Deus que deve estar impregnado na vida do discípulo, é manifestada a justiça divina aos indefesos e sem voz. No poder do Evangelho emerge a esperança para os sem dignidade no mundo, e dignidade significa dizer:  felicidade, auto estima, direito à vida, valorização do ser humano e relacionamentos sem desigualdade. Isto é dignidade.  

É unicamente por meio da encarnação do Evangelho que a humanidade poderá resgatar sua dignidade. A recuperação da dignidade dos indivíduos não é uma mera questão sociológica ou uma aplicação de conceitos fundada em um pensamento filosófico arrazoado entre os homens. O resgate da humanidade se estriba e emana do próprio Deus, o autor da justiça. É no amor de 
Deus que encontramos resposta para o sofrimento humano, pois somente no amor se manifesta o perdão, a paz, a justiça e o arrependimento.

Responder ao sofrimento e a ausência da dignidade do ser humano, implica em comprometimento. Todos nós somos chamados a assumir um compromisso com Deus e com o próximo. Esta ação de amor é inseparável pois se amamos a Deus inevitavelmente amamos também o nosso próximo. Não há uma perspectiva dicotômica, mas uma unidade.

Este compromisso implica em envolver-se com as necessidades das pessoas. Em atitude de compaixão devemos ouvir a história dos esquecidos e interagir em ação de amor, oferecer ombro amigo aos cansados e amargurados pelas mazelas da vida, dar pão aos que tem fome e água aos que tem sede, abrigar os desabrigados, falar pelo direito dos que não tem voz, é preciso resgatar a dignidade perdida dos excluídos.

Esta resposta não limita-se a uma mera informação do Evangelho mas necessariamente deve ser praticada. Devemos ir além das palavras, é preciso encarnar, afinal, como diz o apóstolo Paulo, o reino de Deus não consiste em palavras nem tão pouco em persuasão humana mas em poder, ou seja, em atos de amor e justiça.

Não haverá dignidade para a humanidade sem a demonstração do Evangelho, nem tão pouco haverá transformação sem amor ao próximo. Lutemos pela paz e pela justiça, oremos para que por meio do Evangelho de Cristo, se manifeste os valores do reino de Deus em todas as suas dimensões e nos quatro cantos do mundo.

O Amor vence tudo!                                                                                                         


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