quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

O Teólogo e a Teologia

Por Marcos Aurélio dos Santos

UMA DEFINIÇÃO DE TEOLOGIA 

Dentre várias definições sobre teologia, esta é a que entendemos ser a que mais se encaixa no contexto do que vamos discorrer neste texto. O termo Teologia vem do grego Theos → Deus e Logos → Palavra, Estudo. No contexto de nossos dias podemos definir Teologia como: “A Doutrina de Deus e suas relações com o universo.” (Alexandre Milhoranza).

Não seria recomendável dizer que a teologia tem como alvo estudar ou conhecer Deus de forma total e completa. Isto seria no mínimo impossível, e porque não dizer uma manifestação de soberba de nossa parte. Deus é infinito, insondável, soberano, ao passo que somos limitados e imperfeitos, e por esta razão estamos impossibilitados de explicar Deus. A velha natureza ainda habita em nós, e esta faz com que tenhamos definições limitadas e por muitas vezes imperfeitas sobre Deus. Ele deseja ser conhecido, manifestando seu amor por nós, no entanto, revela-se a humanidade de conformidade com nossas limitações.

Neste contexto, o papel da teologia é levar o estudante ao encontro de Deus para conhecê-lo. Por meio De seu filho, Jesus Cristo, Deus manifesta seu amor pela humanidade na pessoa de Jesus no milagre da encarnação, onde a palavra se faz carne, habita entre nós, e nos chama para termos uma relação de amor com o eterno. 

O estudo da teologia não pode ser encarado apenas como um instrumento de pesquisa numa tentativa de especular um ser transcendente como alguns tem feito. Esta atitude certamente irá resultar em um academicismo teológico onde não haverá uma relação de intimidade entre Deus e o Teólogo. Primeiramente deve haver o exercício de uma espiritualidade, numa busca do sagrado, em seguida a teologia entra dando as diretrizes para a construção da mesma. 

Como deveremos observar mais adiante nesta apostila, deve haver uma relação entre espiritualidade e teologia que a meu ver, devem estar de mãos dadas, pois uma depende da outras, ambas se completam. Teologia sem espiritualidade tende a nos transformar em uma enciclopédia de informações teológica, mas sem experiências de relação com O Deus que é revelado nela. Uma espiritualidade sem teologia pode desembocar em fé alienada, impossibilitando-nos de explicar a razão da nossa fé.

PORQUE DEVO ESTUDAR TEOLOGIA 

Ao contrario do que muitos pensam o estudo da teologia não se restringe apenas aos intelectuais e acadêmicos. A teologia é tarefa para todos. Não é um meio de se destacar entre os sábios e entendidos em matéria de religião, também não é um estudo direcionado em conhecer a totalidade da revelação de Deus ao Homem, pois certamente isto não irá acontecer, visto que nossa limitação não pode compreender a revelação de Deus de forma completa, pois ele é eterno e infinito, ao passo que somos pecadores limitados (1 Cor.13.9-12). Digo que é um meio de termos um relacionamento mais próximo com o Eterno, de conhecermos seus atributos, sua vontade. 

A teologia nos leva ao encontro da Graça de Deus. Não somente um meio de exercício do intelecto, numa tentativa de conhecer a vontade de Deus para nós, mas uma dádiva de Deus com propósito de se fazer conhecido por meio das Escrituras, e isto é para todos que desejarem se esmerar no estudo dela.

O professor e teólogo Solano Portela em Seu artigo por Título “O Estudo da teologia e as Escrituras” diz: “Estudar teologia não é uma área segregada à academia teológica; não pertence à esfera de intelectuais maçantes que se preocupam em descobrir e firmar termos técnicos incompreensíveis aos demais mortais; não é monopólio daqueles que escrevem livros meramente para adquirir a respeitabilidade e admiração de seus colegas docentes; nem pertence a mosteiros anacrônicos, que procuram se aproximar de Deus distanciando-se do mundo que Ele criou. Mas é tarefa de todas as pessoas”. (Fonte:monergismo-mores.blogspot.com.br) 

O estudo da teologia é uma tarefa para todo cristão. Erramos quando não nos esforçamos na leitura e reflexão das escrituras. Jesus nos adverte em sua palavra sobre a questão e, portanto pecamos quando não damos crédito a ela.
Corremos sério risco de cairmos no engano cometendo erros de interpretação de textos bíblicos que podem nos levar a uma fé errante. Leia a crítica de Jesus feita aos seus opositores sobre a questão (Mt.22.29; Mc.12.24; 14.49).

Uma teologia sadia, livre de pressupostos humanos, feita com análise cuidadosa, visto que há várias correntes teológicas em nosso meio, certamente nos ajudará a encontrar um caminho mais seguro na busca da maturidade. O estudo e reflexão das escrituras, acompanhado de oração, humildade e submissão ao Espírito Santo, resultará em uma compreensão mais profunda sobre a pessoa de Jesus Cristo, como também nos dá maior clareza quanto a nossa identidade cristã, nos levando ao exercício de uma espiritualidade mais centralizada em Cristo. 

Nesse estudo, Teologia e oração devem ser duas amigas inseparáveis, pois ambas devem caminhar juntas. Teologia sem oração resulta em racionalismo teológico onde o aluno corre sério risco de desenvolver uma espiritualidade focada na razão sem muitas experiências relacionais ou quase nenhuma intimidade com o Eterno. O grande perigo que permeia é colocar a razão acima da fé. Teologia sem oração produz teólogos com pensamentos liberais em extremo, pois a falta de oração e humildade no estudo da teologia aniquila a fé. Oração sem teologia resulta em uma fé alienada. 

Fé que não reflete, não pensa, não constrói convicções seguras nas escrituras, fé que está sujeira a manipulação, fé aprisionada nos grilhões da ignorância resultando em um analfabetismo teológico, fé induzida pelas massas, pelo falso discurso, fé vacilante. Como bem disse John Stott: “Crer é também pensar”. Fé que não pensa impede o avanço da maturidade.

A teologia também exerce papel importante no tocante à libertação da tradição, formalismo e legalismo, males que permeiam nos sistemas denominacionais ultrapassados. São dogmas e tradições criados e impostos por homens que em nome da denominação, coloca-os acima das escrituras, onde tais pensamentos não encontram sustentação bíblica e teológica. 

A teologia estudada à luz das escrituras alarga a visão, fazendo o cristão enxergar novos horizontes, fazendo análises, releituras e reinterpretações numa perspectiva mais escriturística, com bases mais sustentáveis da revelação de Deus ao homem, tendo Cristo como chave hermenêutica. Não que através da teologia sejamos transportados para outra esfera com pensamentos liberais, ao ponto de negar fundamentos como inerrância das escrituras, sua infalibilidade e outros conceitos reformados, mas uma análise que busca um relacionamento amoroso com Deus e com o próximo, livres das interpretações, ritos e tradições baseadas em maquetes religiosas.

É na teologia que encontramos a liberdade de expressão onde por meio da liberdade em Cristo Jesus revelada em sua palavra, poderemos formar uma linha de pensamento teológico livre de manipulações e pressupostos humanos onde o teólogo passa a desenvolver uma teologia reflexiva equilibrada, passando assim a uma melhor compreensão de questões como Reino de
Deus, Liderança, fé, Escatologia, predestinação e livre arbítrio e dentre outros temas dentro do campo da teologia.

A teologia é tarefa para todos porque Deus deseja em seu infinito amor amar e ser amado. É o eterno que através da teologia bíblica deseja se revelar a toda à humanidade. O ser humano em seu estado de depravação e pecado está incapacitado de se aproximar de Deus, e somente por intermédio da pessoa de Jesus Cristo é encontrada esta possibilidade. É neste cenário que entra o estudo da teologia. 

Não em outro lugar, se não nas escrituras o homem encontra Deus revelado na pessoa do Filho Unigênito, o Cristo encarnado, o Deus que se fez homem e habitou entre nós, O Jesus de Nazaré, o servo sofredor, O verbo vivo, O Deus de toda eternidade. A teologia cumpre seu papel dando a todos a possibilidade de conhecer e desfrutar da maravilhosa Graça de Deus expressa no Reino, revelada nas escrituras.

Para muitos estudar teologia é um meio de se destacar entre os demais numa maneira de alimentar o ego ou uma tentativa de conhecer Deus em sua totalidade, o que certamente não acontecerá. Para outros, e nisto lamento, a teologia é uma forma de receber alguma ordenação de sua denominação ou enganosamente entender que fazendo teologia receberá título de pastor, bispo, padre, presbítero e etc. Deve-se fazer teologia simplesmente para Servir a Igreja e a comunidade. O tempo de estudo, as pesquisas, o investimento financeiro e tudo mais, são puro desperdício se a motivação não for servir no Reino De Deus.

Aos estudantes de teologia cabe a árdua tarefa de levar a igreja a trilhar no caminho de uma verdadeira espiritualidade, uma vida que imita a Cristo, que seve ao próximo, uma teologia que caminha com o outro.Uma teologia que revele a Graça de Deus como de fato ela é, sem camuflagem, sem artifícios humanos, uma teologia que parte do coração de Deus, que coloca Cristo como centro, uma teologia que produz vida, e vida com abundancia. 

A RELAÇÃO ENTRE ESPIRITUALIDADE E TEOLOGIA:

A relação entre espiritualidade e teologia, tão importante para termos um relacionamento mais íntimo e pessoal com Deus, na maioria das vezes, não tem sido exercitada de forma correta no meio evangélico. Em nossas igrejas, Existe uma forte tendência de sermos sempre levados ao extremo, ou seja, abraçando um lado em detrimento do outro. Para entendermos melhor a questão, basta apenas observar a pratica de espiritualidade das igrejas da America latina e Europa. Ambas diferem bastante uma da outra. A primeira é mística, onde se valoriza a oração, manifestação de dons como profecias, curas, línguas, deixando em segundo plano o estudo e reflexão das escrituras.

A segunda prega uma teologia racional, onde a razão prevalece, e submete a bíblia à razão humana. Nesta espiritualidade, descarta-se a possibilidade de uma experiência relacional com Deus. Essa forma de espiritualidade, forma teólogos puramente racionalistas. Teólogos que não oram, não creem em verdades espirituais como, céu, inferno, Ressurreição, dons espirituais, milagres, existência de demônios e outros. Não sentem mais o desejo ardente em seus corações de ter um relacionamento de amor com Deus e com o próximo.

Diante do desafio, certamente o melhor caminho é o equilíbrio. Para desenvolvermos uma teologia sadia, devemos buscar um equilíbrio entre espiritualidade e teologia. Questões da Bíblia que o nosso intelecto não consegue compreender, só podem ser reveladas por meio da fé. 

A fé não pode anular a razão, mas transcende, revelando verdades espirituais não compreendidas pela limitação do nosso entendimento humano. É preciso entender que a teologia não irá dar todas as respostas que queremos, mas sua finalidade é ajudar na construção de uma espiritualidade que nos leve ao encontro de Deus e do próximo. 

É necessário que haja também uma fé com entendimento, uma fé que pensa, uma fé reflexiva, para não cairmos no erro do fanatismo religioso, onde muitos tem se tornado alienados por falta de entendimento. Portanto, uma teologia sem espiritualidade nos leva a um racionalismo sem vida, e uma espiritualidade sem teologia, nos leva a uma fé sem entendimento. (www.teologiaevida.com.br)

A RELAÇÃO ENTRE FÉ E RAZÃO:

Por vários séculos, através da história muitos ramos da teologia se valeram da razão para tentar explicar teologicamente as devidas questões sobre o assunto. Mas a própria história relata que muitos caíram em um abismo sem volta. Negaram a fé em benefício da exaltação da razão, submetendo a Bíblia sobre o crivo do entendimento humano. Influenciados pelo pensamento de que tudo deveria ser explicado pela mente humana, muitos cristãos defenderam a ideia de que a Bíblia deveria estar submissa ao crivo da razão. Então, tudo que não fosse explicado racionalmente deveria ser descartado. Esse pensamento formou uma teologia antropocêntrica, racionalista que desprezava a Bíblia e abraçava a razão humana. A Escritura foi submetida ao limitado pensamento humano. 

Tudo que não fosse provado cientificamente deveria ser rejeitado. Não havia mais espaço para oração. A razão humana tragou a fé. Milagres, doutrinas como nascimento virginal de Cristo, Céu, Anjos, Inferno, ressurreição e muitas outras verdades bíblicas, foram totalmente rejeitadas simplesmente pelo fato da razão humana não aceitar o que não fosse provado à luz do saber.

Entre fé e razão deve haver equilíbrio. Na teologia bíblica, Existem textos que nossa razão humana não consegue compreender, é inútil querer explicar o inexplicável, é como lutar contra a correnteza em um barco sem leme ou tentar enxergar o caminho no deserto sem lâmpada em noite de eclipse. No entanto, por meio da fé é possível crer. O inexplicável pode ser aceito por meio da fé. Neste caso, é possível crer sem ter uma explicação definitiva sobre a questão. 

A fé não anula, mas transcende a razão. Como crer por exemplo na doutrina da trindade, ou na eleição e predestinação? É impossível entender pela razão humana, mas pela fé cremos que é revelação de Deus para nós, ainda que em nossa percepção, seja entendida de forma limitada e incompleta.

A fé deve estar em sintonia com o entendimento, pois como poderemos explicar aos outros a razão da mesma? Como poderemos anunciar as boas novas do evangelho do Reino, sem conhecer de fato o que ela significa para nós?

É por meio da fé, e não pelo exercício da razão que começamos e mantemos uma relação com Deus. Relaciona-se para conhecer, e uma vez conhecendo, começamos a amar e ser amado, desfrutando de sua maravilhosa Graça que é rica em misericórdia, compaixão, perdão, acolhimento. Então, a razão serve apenas para compreender. Compreendemos com a mente, e nos relacionamos com o coração. A razão nos faz entender, o espírito por meio da fé arde em conhecer aquele que deu sua vida por nós na Cruz do Calvário.

O SILÊNCIO DA TEOLOGIA:

Há momentos na teologia em que o teólogo deve silenciar, e, portanto não dogmatizar seu pensamento sobre algumas questões teológicas. 

O silêncio da teologia é aplicado, quando encontramos passagens de difícil interpretação. Existem assuntos na bíblia que sempre ficarão sem definição total e completa. Podemos chamar isto de “mistérios de Deus”, pelo menos até na volta do que é perfeito (Ler.1Cor.13). Em alguns casos, isto é chamado de antinômio. Isto acontece quando encontramos doutrinas que aparentemente se contradizem, mas que no final elas se completam. 

Tem havido através da história, muitas divergências teológicas a cerca de diversos temas da Bíblia e levado alguns teólogos ao extremismo, não havendo concordância, entre os pontos de vista de cada um. Nestes casos recomenda-se flexibilidade, abertura para novos diálogos e respeito mútuo, compreendendo que nossa teologia não é infalível, e que outras linhas de pensamentos não devem ser desprezadas, ter a sensibilidade de ouvir por meio de um debate ou diálogo os argumentos do outro. O teólogo deve estar aberto para dialogar com outras teologias que por ventura não comungam com a sua.   

No estudo da teologia, o teólogo precisa se revestir de espírito de humildade e buscar o equilíbrio para não correr o risco de abraçar uma e rejeitar a outra. Temos uma forte tendência em escolher e estudar textos prediletos que por muitas vezes são baseados em nossas confissões denominacionais, que na maioria das vezes, parte de tradições, dogmas da denominação e pressupostos e que no geral sempre concordam com nossa linha de pensamento teológico. 

Entretanto, devemos estudar e refletir sobre textos que confrontam a nossa teologia, visto que os mesmos são escriturísticos. O alvo é construir uma teologia de forma equilibrada livre de pressupostos colocando a palavra de Cristo como centro dela. Deve-se aproximar-se do texto desprendido, livre, com espírito de humildade e oração.

Silenciar nossa teologia diante das dificuldades na interpretação dos enigmas teológicos nos faz compreender e aceitar a soberania de Deus, que em sua infinita sabedoria nos revela sua palavra como lhe apraz. O que aprouve a ele revelar é o necessário. Especular é beirar o precipício, é manifestação de soberba, é ausência de bom senso. Certamente o melhor caminho é o silêncio.

ALGUNS PERIGOS DA TEOLOGIA:

A exaltação à Filosofia. Há vários séculos atrás a filosofia já se misturava com a teologia para explicar questões concernentes ao eterno. Isto é observado no platonismo (Platão) que tentava explicar o sentido da vida além-túmulo. O teólogo Agostinho também se valeu da filosofia para explicar questões teológicas. Em fim, a filosofia certamente exerceu um importante papel na história da igreja e da teologia.

Mas há um perigo que ronda os pretendentes que aspiram ao serviço teológico.

A valorização em extremo à filosofia. Muitos descambaram na armadilha do racionalismo teológico. Estes se tornaram céticos sobre várias questões da Bíblia, chegando a negar doutrinas fundamentais do cristianismo. Corremos o risco de submeter nossa teologia ao crivo da filosofia, desprezando a fé e a reflexão das escrituras. Foi esse perigoso ensino que fez com que muitos teólogos da Europa, chamados “teólogos liberais” negassem a fé, abraçando a filosofia como base para suas vidas. A filosofia tem o seu lugar na teologia, mas nunca pode ser colocada acima da mesma.

A filosofia por sua vez dará sua contribuição em nossa formação teológica, alargando o pensamento, onde leva o teólogo a questionar o porquê das coisas, no entanto não deverá exercer influência total em nossa teologia.

Outro perigo da teologia é separar teologia e oração. O teólogo que não ora corre o perigo de cair no intelectualismo, dando ênfase ao conhecimento e ao acúmulo de informações fazendo com que sua pregação se torne seca e sem vida.

A dicotomia entre oração e teologia. Quando pensamos em estudo da teologia, a primeira coisa que vem à mente é ler, pesquisar e refletir sobre as questões. Mas é perigosa a prática deste exercício sem o regar da oração. Ao estar diante do texto, o teólogo deve revestir-se de humildade. Em oração, deve submeter-se a iluminação do Espírito Santo para compreender e interpretar as escrituras. Pedir a ajuda do Espírito para que nossa teologia não seja a mais correta, mas que seja coerente e equilibrada, não dogmática, mas flexível, não detentora da verdade, mas aberta para novos diálogos. 

Sem oração, como haverá resposta para compreender a revelação que está encoberta? Teologia e oração não podem se distanciar, devem ser amigas inseparáveis. Ambas se completam na revelação do altíssimo, por meio do filho. É na oração que podemos perceber nossa limitação diante de tamanha e maravilhosa revelação, perceber nossa condição de pecador e depender da ajuda de Deus para compreender, é com oração e teologia que o cristão encontra a razão para expressão de sua fé. Teologia sem oração desemboca em racionalismo teológico.

Fazer teologia para satisfazer nosso egocentrismo. Certa vez conversava com um estudante de teologia que desanimado não pretendia continuar o curso. Seu argumento foi que, se ao final do curso, não fosse ordenado pastor, não valeria apena continuar. Muitos ingressam no curso de teologia movidos por um espírito egocêntrico. Querem fazer teologia, não para servir os outros, mas simplesmente para satisfazer seus próprios interesses. 

Conseguir uma ordenação, de preferência para ser, pastor, bispo ou presbítero por muitas vezes é a motivação do pretendente. Acontece que teólogo é chamado para servir. Devemos colocar a disposição seus serviços a serviço do Reino de Deus com a finalidade de edificar o corpo de Cristo que é a igreja para que esta possa servir aos outros. A recompensa dos anos de estudo, tempo de pesquisa, investimento financeiro, em fim, todo o esforço é recompensado pelo prazer de servir ao outro.  

O dom = χαρισμα= charisma, de Mestre e Doutor é concedido à igreja com a finalidade de edificação, onde o teólogo deve compartilhar com a comunidade o ensino da palavra. Seus serviços devem ser exercidos de forma voluntária, de bom grado, sem constrangimento. Como diz um amado colega pastor: “Fazer com amor”. Todo o investimento é desperdício, se a motivação não for o servir.

BIBLIOGRAFIA:

BÍBLIA SAGRADA. Bíblia de estudos Shedd. São Paulo: ed. Vida Nova, 1998. 1786 pp.

BÍBLIA SAGRADA. Bíblia de estudo de genebra. São Paulo: Ed. Cultura Cristã,
1999. 1710 pp.

DICIONÁRIO BÍBLICO UNIVERSAL. Rev. R. Buckland, M.A. , Rev. Dr. Lukyn Willimas. EUA: ed.Vida Nova, 1981. 453 pp.

BÍBLIA NVI. (Nova Versão Internacional)

SITES:
Teologiaevida.com.br

Monergismo-mores.blogspot.com

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